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16.11.08

Porsche 356B Cabrio "Polizei"


Modelo: Porsche 356B Cabrio, 1959
Fabricante: Hongwell

Esta miniatura apresenta alguns pormenores de fraca qualidade como os espelhos retrovisores que não têm nada dos originais e que estão no sítio incorrecto, tal como as portas e os acabamentos em geral.

Porsche 356 contra os contrabandistas
"Na Alemanha, os primeiros anos do pós-guerra não foram fáceis. (...) Neste Clima, desenvolveu-se um contrabando de café florescente e ininterrupto que estava sujeito a um elevado imposto de importação, em particular o procedente da Holanda e da Bélgica.
Quando a polícia alemã começou a organizar-se e decidiu combatê-lo, os contrabandistas apresentaram-se mais agressivos. Os automóveis usados pelos fora-da-lei eram, de uma forma geral, grandes carros norte-americanos sobretudo Buick e Cadillac, inalcançáveis pelos lentos Opel e Volkswagen, com os quais contavam as forças da ordem. Para fazer frente aos veículos dos contrabandistas decidiu-se adquirir três carros muito rápidos, que entraram ao serviço na segunda metade de 1951. Destes, dois eram Porsche 356 com um motor de 1300 cc, «puxado» dos 44 cv de origem aos 50 cv, e podiam atingir a velocidade respeitável de 160 km/h. os condutores eram voluntários recrutados entre os agentes da polícia alfandegaria e treinados em Nürburgring por um piloto oficial da marca. Os dois Porsche revelaram-se logo eficazes na primeira missão, durante a qual um Cadillac que transportava quase meia tonelada de café em grão foi obrigado a desfazer-se da carga devido à perseguição da polícia e acabou por capotar num campo, com a subsequente captura dos ocupantes. Isto repetiu-se várias vezes, até que os contrabandistas começaram a espalhar tachas de quatro pontas que furavam os pneus do veículo perseguidor. Então, os polícias montaram à frente das rodas dos Porsche duas escovas com cerdas metálicas capazes de neutralizar os pregos da estrada. Quando, em Agosto de 1953, o imposto sobre o café foi drasticamente reduzido, o numero de operações bem sucedidas já era considerável: entre meados de 1951 e princípios de 1954, os dois Porsche efectuaram 458 missões, com 42 detenções e a confiscação de 36 veículos e cerca de 40 toneladas de mercadorias de contrabando.
Ambos permaneceram ao serviço até 1956 na polícia alfandegaria de Aquisgran e depois foram substituídos por modelos mais recentes."
Fonte: Fascículo nº 21, Colecção Porsche

O Porsche 356 da GNR
A Brigada de Transito teve um Porsche 356B T-5 Cabrio, que adquiriu em 1966 a um privado, com o intuito de substituir um outro Porsche acidentado a serviço da então Polícia de Viação e Transito.
O automóvel estava em excelente estado e foi adquirido por cerca de 72000$00, pagando-o em três prestações.
Prestou serviço de escolta de Sua Santidade o Papa Paulo VI durante a sua visita a Fátima, tem também participado em corridas de clássicos e representou a GNR na volta a Portugal para automóveis clássicos, em 1997. Nessa prova rodava em segundo lugar quando uma falha no circuito de travagem traseiro e o retirou do pódio.
A Schuco tem uma excelente miniatura deste modelo, assim como a Brumm uma menos boa.
Mais miniaturas Porsche com as "cores" da Polizei: www.geocities.jp

29.10.08

Porsche 550 Spyder

Modelo: Porsche 550 Spyder, 1955
Fabricante: High Speed

Colecção Porsche, AltayaUma peça lendária, que ficou imortalizada... A qualidade deste modelo está muito boa, pecando apenas pela falta das faixas vermelhas nas cavas das rodas traseiras, mas sendo apenas um pequeno defeito numa excelente peça e facilmente se pode corrigir.

James Dean e o seu "Little Bastard"
James Dean foi sem duvida um ícone durante as décadas de 1950 e 1960 devido à sua personalidade e comportamento principalmente junto do público jovem da época, fazendo declarações como: "Viva rápido, morra jovem e deixe um belo cadáver para trás.". Nasceu em em 1931, nos EUA, participou em sete filmes, mas os que realmente o tornaram famoso foram: "A Leste do Paraíso", de 1954, "Fúria de Viver", de 1955 e "O Gigante", de 1956 e estreado após a sua morte.
A sua paixão pelas corridas era fervorosa, começando por correr com um MG e depois voltando-se para um Porsche 356 Speedster, no qual conseguiu obter resultados consideráveis. Depois deste modelo decidiu adquirir um Porsche 550 Spyder com 1500 cc e 110 cv de potência, o qual apelidou de "Little Bastard".Na noite de 30 de Setembro de 1955, ao volante do Porsche 550 Spyder e na companhia do seu mecânico Rolf Wütherich, preparava-se para ir a Los Angeles a Salinas para participar numa prova, quando se deu o trágico acidente. James Dean, como de costume, conduzia o Porsche a grande velocidade, quando num cruzamento perto de Paso Robles, embateu no Ford Coupé de um estudante que vinha em sentido contrário e que queria virar à esquerda. Mais tarde o seu mecânico, que sobreviveu ao acidente, afirmou que James Dean não fez tenções de travar e as suas últimas palavras foram: "O tipo já me viu. Vai parar." Este julgamento fez dele uma lenda imortal e um simbolo com todos os exageros imagináveis.
Rolf Wütherich foi quem teceu o juizo mais pretinente acerca da sua personalidade: "O carro ia muito depressa, guiava sob uma especie de embriaguez que o aturdia por muito experiente que fosse como piloto. No entanto, o verdadeiro perigo derivava da sua propria habilidade. Queria arriscar e vencer com demasiada intensidade, para desterrar os fantasmas de inquietude."www.jamesdean.com

28.10.08

Porsche 356B Hardtop

Modelo: Porsche 356B Coupé Hardtop, 1959
Fabricante: Brumm
Um modelo muito bonito, mas, como a Brumm nos habituou, a qualidade dos acabamentos não é melhor...

Ficha técnica:
Cilindrada: 1582 cc
Potência: 90 cv/3000 rpm
Tracção: Traseira
Caixa de velocidades: Manual de 5 vel.
Comp./Larg./Altura: 4,01/1,67/1,33 m
Peso: 970 kg
Velocidade máxima: 180 km/h

O 356B Coupé hardtop foi produzido pelo construtor de carroçarias Karmann, em Osnabrück a partir de 1960, sendo muito parecido com o Cabrio de tejadilho rígido.
A sua capota estava bem soldada à carroçaria e muitos dos elementos utilizados pertenciam ao hardtop removivel.
Em contraste com o Cabrio com hardtop removível, a versão Karmann com tejadilho fixo soldado não era de duas cores, mas de uma só cor - pelo menos no caso dos modelos standard.
Este modelo foi fabricado durante dois anos, mas teve pouco êxito.

23.10.08

Porsche 356B Cabrio

Modelo: Porsche 356B Cabrio, 1959
Fabricante: High Speed
Colecção Porsche, AltayaNo geral pode dizer-se que tem boa qualidade, excepto o interior e os limpa pára-brisas, que deviam ser independentes e não parte integrante do vidro.


Porsche 356B
Em Setembro de 1959 no IAA de Frankfurt, a Porsche apresenta eventualmente a mais significativa evolução alguma vez feitos para o 356, a série 356B. As melhorias foram centradas na movimentação, conforto e requinte. Os 356B foram construídos em duas formas básicas, o T-5 versão utilizada entre Setembro de 1959 e Agosto de 1961, o T-6 construído entre Setembro de 1961 e Julho de 1963.
Os robustos pára-choques da geração B, protegido pelas longas e maciças pegas, foram instalados numa posição mais elevada e mais próximo ao reservatório. As entradas de ar na frente, por baixo do pára-choques, serviram para arrefecer os travões de tambor de alumínio, pisca-piscas remodelados e colocados numa posição mais elevada devido ao pára-choques, a fraca iluminação do feixe Rodway também foi melhorado por faróis assimétricos, o capot tornou-se mais largo e plano.
Novamente o cliente tinha à sua escolha um amplo espectro de modelos. O Coupé e o Cabriolet, também disponível com Hardtop removível. Além destes, uma curiosa variante de curta duração, o 356B Hardtop, que foi produzido entre 1960 e 1962 pela Karmann, um construtor de carroçarias, caracterizava-se pelas linhas de um Cabriolet com um Hardtop fixo.
Após uma breve duração da vida, o Convertible D, que havia retomado a partir do Speedster em 1958, deu lugar ao tão efémero Roadster. Juntava as características proeminentes de ambos, um relativamente grande pára-brisas e um tejadilho fino em lona, uma forma rudimentar de combater as vicissitudes do clima do Norte.
O 356B começaram por ser produzidos com os motores 1600 (60cv), 1600 S (75cv) e 1600 Super 90 (90cv) embora o último e mais poderoso desses não ficou efectivamente disponível até ao início de 1960. Os dois motores disponíveis a partir de setembro 1959 foram praticamente inalterados desde os usados no 356A, os mesmos motores Typ 161/1 e 161/2 que foram utilizados no 1600 e 1600 S, respectivamente.
Enquanto o Carrera de Luxe foi reduzido ao seu irmão GT, munidos de um motor de 1958 cc com 115cv, fazia o gozo dos pilotos privados, que pontuou e amealhou inúmeras vitórias na sua classe. Intoduzido em 1961, o Carrera 2 dispunha de um motor de 1966 cc com 130cv às 6200 rpm (140 e 155cv na versão GT) esta potência devia-se ao motor de dois litros que oferecia mais binário. Dispunha de travões de disco que haviam sido testados numa Coupé nos 1000 Km de Nürburgring em 1959.
Novamente no IAA de Frankfurt, o 356 foi exibido em 1961 com alguns retoques adequaram bem o respeitável automóvel que se tornou um verdadeiro clássico. Por trás do vidro traseiro, surge uma dupla grelha para a ventilação do motor.
No total foram produzidos cerca de 450 modelos, tanto coupés como cabriolets, sendo hoje bastante valiosos.

29.9.08

Porsche Diesel Super

Modelo: Porsche-Diesel Super, 1958
Fabricante: Universal Hobbies
Muito belo e difícil de encontrar, apenas a Universal Hobbies e a Minichamps o fabricam, em 1:43 e 1:18, respectivamente. A Schuco produz o Junior nas duas escalas.
Excelentes detalhes, todas a alavancas e pedais estão muito bem feitos e o característico Porsche-Diesel na parte traseira do banco.
Nota positiva para o sistema hidráulico que sobe e desce, a negativa vai para os faróis que não passam de uma pintura, quando deveriam ser em plástico.

HISTORIA DO TRACTOR PORSCHE - Parte I "Porsche-Allgaier" - Parte II "Porsche-Diesel"
A nova empresa, fundada a 1 de Janeiro de 1956 com o nome Porsche-Diesel-Motorenbau-GmbH [(Motorenbau = construção de motores) (GmbH = S.A.R.L.)] com base em Friedrichshafen era uma filial a 100% da Mannesmann AG (AG = S.A.).
A Porsche KG, em Stuttgart, assumiu o controlo de parte dos trabalhos de construção e desenvolvimento.
O novos tractores Porsche idênticos em todos os aspectos aos seus antepassados Allgaier, excepto 3 A 111 que receberam uma melhor distinção, A 111 V em vez de A 111 K e A 111 em vez de A 111 L.
Durante 1956, várias pequenas mudanças tinham sido concluídos, como o logótipo de P da Porsche, em vez de A para Allgaier, (P 111, P 122, P 133, P 144), a rubrica Allgaier foi substituída pela Porsche-Diesel. O AP 18 substitui o AP 16, uma vez que este nao benefeciou da embraiagem hidráulica.
Em 1957, 16 000 metros quadrados de oficinas são construídas, beneficiando das mais recentes técnicas de fabrico, a Porsche-Diesel podia considerar uma produção anual de até 20000 tractores. As vendas no mercado interno atingem cerca de 11000 unidades e a exportação cerca de 6000 unidades. A Porsche celebra acordo com Deutz para compartilhar tecnologia e abastecimento de partes específicas.
O Porsche-Diesel, com apenas 11 000 matrículas de tractores, segundo as estatísticas, passou do 6º construtor alemão em 1957 para 2º em 1958.
O fornecimento contínuo de tratores levaram à substituição do tipo P 111, P 122, P 133 e P 144 por 3 tipos Junior, Standard, e mais tarde acrescentou o Super e Master.Os Junior, type 108, foram equipados com um motor de um único cilindro, com uma potência de 14 CV e uma caixa de velocidades ZF, de 5 marchas para a frente e 1 para trás. Este modelo foi construído em três variantes identificadas K, L, S, este último era uma versão especial de vias estreitas, especialmente concebido para vinhas.
O Standard, type 218 que existiu em 3 modelos, foi equipado com um motor bi-cilindrico, com potências de 20, 22 ou 25 cv e as caixa de velocidades ZF.
Houve também uma versão de vias estreitas; o AP / S.
O Super N, type 308, equipado com um motor de três cilindros, uma potência de 38 CV e caixa de velocidades Porsche, 5 para a frente e 1 para trás.
O Super B (type B 308) o qual dispunha de equipamentos e capacidades para operações especiais, foi concebido para obras públicas, com particularidade da tomada de força na parte dianteira e sistema hidráulico que permitia a adaptação de diversos equipamentos.
Em paralelo com estes 2 modelos, foi construído um trator de via estreita, o Super S, type S 308.
O Master de quatro cilindros e 50 cv veio substituir o P 144.
No final de 1958, a Porsche-Diesel fez uma queda dramática nos preços de venda dos seus tractores para torná-los acessíveis para as pequenas explorações. Para tal, cria dois tipos de tractores sob a denominação de Junior V e Standard V.
Em 1958, foi construída uma série especial de 150 exemplares Junior 4, type 108-4, a particularidade desta série era o facto de dispor de inversor de marcha.
Em 1960, uma modificação no diâmetro de suporte do motor passou de 95 a 98 milímetros, levaram à alteração do número de construção , que passaram de 108 - 408 a 109 - 409, no mesmo ano surge o Standard T, type 217 e o Standard Star, type 219.
A nova caixa de velocidades T 25 foi desenvolvida pela primeira vez conjuntamente com KHD.
Para o Super B, N e S, já à venda, acrescentou o Super L, type 318 e 319 (diferença devida ao diâmetro de suporte do motor) e do Super Export, type 329, que foi equipado com caixa de velocidades T 25 e motor 309 de 3 cilindros.
As vendas no mercado interno atingem cerca de 10000 unidades e a exportação cerca de 6000 unidades e é introduzido, neste ano, o novo sistema Bosch de elevação hidráulico e de regulação.
Apesar de consideráveis esforços em diversas áreas, a Porsche não pôde manter o 2º lugar de vendas na Alemanha, que foi cedido, em 1960, para IHQ.
Um ano mais tarde, a situação não era a melhor para a Porsche, devido a um construtor alemão muito maior no mercado da concorrência. No Outono de 1962, a MAN assumiu a construção de tractores e tornou-se maioritária no capital da "Porsche -Diesel-Motorenbau-GmbH".
Apesar disso, 3 outros tipos de tractores viram a luz do dia. O Standard Star, type 238 com um motor de 26 cv, nova caixa de velocidades T 25, o Super 339 equipado com um motor de 30 cv e caixa de velocidades T 25 e, finalmente, o Master 429 equipados com motor de 4 cilindros e caixa de 5 velocidades Porsche.

O fim de uma aventura maravilhosa
Após muitos esforços, o consórcio Mannesmann veio após 8 anos de Porsche-Diesel, anunciar a dissolução da empresa Porsche-Diesel-Motorenbau-GmbH.
Através de uma parceria anterior com a Renault (concebendo um motor Porsche para uma transmissão Renault), a empresa cria Porsche-Diesel-Renault-Vertriebs mbH, a sua finalidade foi conseguir vender o stock de tratores e prestar serviço e substituição de peças aos produtos Porsche-Diesel.
Os últimos tractores Porsche-Diesel foram produzidas no final de 1963, no entanto, um grande número de unidades foram montadas no início de 1964. Estes foram montados nas instalações de produção em céu aberto porque as instalações foram utilizadas para produzir motores diesel para os tanques da NATO.
O património industrial foi vendido para a Daimler-Benz.
Assim termina um capítulo na história agricola da Porsche, cerca de 120000 tratores foram construídos pelo famoso fabricante, que conhecia melhor do que ninguém incorporar as inovações tecnológicas para as suas realizações.

Um pouco de Porsche fora de estrada:

A consultar:
porsche-diesel.com
konedata.net
porschediesel.de

29.7.08

Porsche 356A Carrera

Modelo: Porsche 356A Carrera, 1957 Mille Miglia
Fabricante: Detail Cars

Apesar de as portas abriram, não retiram qualidade à miniatura, permitindo visualizar o interior de boa qualidade. A nota negativa vai para os decalques que apresentam marcas do tempo na vitrine da loja.

Porsche 356
O Porsche 356 teve muito êxito em várias provas, como as 24 horas de Le Mans, Mille Miglia, Targa Florio, Carrera Panamericana, bem como uma série de outros eventos importantes para carros de competição.
Vários Porsche 356 foram despojados de peso e foram modificados de modo a ter melhor desempenho para essas corridas. Alguns exemplos notáveis são o Porsche 356 SL e o Porsche 356A Carrera GT.
O Porsche 356 venceu as Mil Milhas na categoria correspondente às motorizações de 1100cc (1952), 1300cc (1953 e 1955), 1500cc (1953) e 1600cc (1956 e 1957).

MILLE MIGLIA
As Mil Milhas eram uma prova de endurance em estrada aberta que foram disputadas em Itália vinte e quatro vezes de 1927 a 1957 (13 antes da II Guerra Mundial e onze depois).
Esta prova foi criada pelo jovem Contes Aymo Maggi e Franco Mazzotti, aparentemente em resposta ao facto de a sua cidade natal de Brescia "perder o Grande Prémio de Itália. Juntamente com um grupo de sócios ricos, criaram uma corrida de Brescia a Roma e voltar, este projecto previa que fosse disputada por etapas ao longo de um percurso de aproximadamente 1660 km, recebendo o poético nome de Mille Miglia.
A primeira corrida teve início em 26 de Março de 1927 com cerca de setenta e cinco participantes, todos italianos. O vencedor concluiu o percurso em pouco menos de 21 horas e 5 minutos e subiram ao pódio três carros locais da marca OM (Officine Maccaniche de Brescia).
Os anos seguintes trouxeram a participação de melhores pilotos (Campari, Nuvolari, Varzi...) e de grandes marcas (Bugatti, Alfa Romeo, Mercedes...), tornando a corrida mais importante e atraindo cada vez mais público.
Devido ao período de Guerra foi interrompida entre 1941 e 1946. Ultrapassado este conflito, apesar da situação delicada da altura, a vontade de por em prática a prova era enorme e deu origem à inesquecível prova de 1947.
Participando nesse ano 150 equipas e destacando-se nomes como Ascari, Fangio e Moss. Este último conduzia um Mercedes 300 SLR (um autêntico carro de Fórmula 1 carenado), equipado com uma caixa dotado do sincronizador Porsche.
Na década de 50, as medidas de segurança dos pilotos e do elevado numero de público que acorria a esta prova, não conseguiram acompanhar o desmesurado aumento de potência dos motores.
Desta forma, na edição de 1957, após a morte de espectadores e de pilotos como Alfonso de Portago e Edmund Nelson, a bordo de um Ferrari, o governo italiano decidiu proibir a corrida.
O acidente foi, provavelmente, causado por um pneu que não estava em perfeitas condições. O fabricante foi censurado e processado por isso, como a equipa Ferrari, que, a fim de poupar tempo, não tinha mudado de pneus.

Os vencederores:
1927 - Ferdinando Minoia / Giuseppe Morandi - OM 665 S
1928-1929 - Giuseppe Campari / Giulio Ramponi - Alfa Romeo 6C
1930 - Tazio Nuvolari / Battista Guidotti - Alfa Romeo 6C 1750 GS spider Zagato
1931 - Rudolf Caracciola / Wilhelm Sebastian - Mercedes-Benz SSK
1932 - Baconin Borzacchini / Amedeo Bignami - Alfa Romeo 8C 2300 Spider Touring

1933 - Tazio Nuvolari / Decimo Compagnoni - Alfa Romeo 8C 2300 spider Zagato
1934 - Achille Varzi / Amedeo Bignami - Alfa Romeo 8C 2600 Monza Spider Brianza

1935 - Carlo Maria Pintacuda / Alessandro Della Stufa - Alfa Romeo 2900 Tipo B
1936 - Antonio Brivio / Carlo Ongaro - Alfa Romeo 8C 2900A
1937 - Carlo Maria Pintacuda / Paride Mambelli - Alfa Romeo 8C 2900A

9138 - Clemente Biondetti / Aldo Stefani - Alfa Romeo 8C 2900B Spider M.M. Touring
1939 - Não foi disputada
1940 - Huschke von Hanstein / Walter Baumer - BMW 328 Berlinetta Touring
1941-1946 - Não foi disputada

1947 - Clemente Biondetti / Emilio Romano - Alfa Romeo 8C 2900 B Berlinetta Touring
1948 - Clemente Biondetti / Giuseppe Navone - Ferrari 166 S Coupe Allemano
1949 - Clemente Biondetti / Ettore Salani - Ferrari 166 MM Barchetta Touring

1950 - Giannino Marzotto / Marco Crosara - Ferrari 195 S Berlinetta Touring
1951 - Luigi Villoresi / Pasquale Cassani - Ferrari 340 America Berlinetta Vignale
1952 - Giovanni Bracco / Alfonso Rolfo - Ferrari 250 S Berlinetta Vignale

Wittigo Einsiedel ao volante do Porsche 356 1100, 80º da geral, venceu na categoria de Sport di serie/Production Sports Category.
1953 - Giannino Marzotto / Marco Crosara - Ferrari 340 M.M. Spider Vignale
Hans Hermann ao volante do Porsche 356 1500 Super, 30º da geral, venc
eu na categoria de Sport di serie/Production Sports Category.
1954 - Alberto Ascari - Lancia D24 Spider
Hans Hermann e o co-piloto Herbert Linge com o Porsche 550, 6º na geral, venceram na categoria de Sport Internazionale/Racing Sports Category.
1955 - Stirling Moss / Denis Jenkinson - Mercedes-Benz 300SLR
Wolfgang Seidel e Helmut Glöckler com
o Porsche 550, 8º na geral, venceram na categoria de Sport Internazionale/Racing Sports Category.
1956 - Eugenio Castellotti - Ferrari 290 MM Spider Scaglietti
Olof Persson e Gunnar Blomquist ao volante do Porsche 356 Carrera,
18º da geral, venceram na categoria de Turismo speciale e Gran Turismo/Special Touring and Grand Touring Cars Category.
1957 - Piero Taruffi - Ferrari 315 Sport
Umberto Maglioli com o Porsche 550, 5º na geral, venceu na categoria de Sport Internazionale/Racing Sports Category.
Fonte: 1000miglia

19.6.08

Porsche 356A Carrera

Modelo: Porsche 356A Carrera, 1957
Fabricante: High Speed
Colecção Porsche, AltayaMais um exemplar de bom nível, apenas se destacando pela negativa o interior e os limpa pára-brisas...

Porsche 356A
A letra "A" surgiu no 356 para denominar uma evolução.
Introduzido no Salão Automóvel de Frankfurt, em Setembro de 1955, o Porsche 356 entrou no ano de 1956 com as motorizações de 1300 (44 cv), 1300S e 1600 (ambas com 60 cv) e 1600S (75 cv). A capacidade dos dois mais potentes tinha sido ligeiramente aumentada; na medida em que o modelo topo de gama, o Carrera GS, estava em causa, uma vez que tinha ficado pelos 1498 cc. A sua traseira estava equipada com o grupo propulsor do 550 Spyder, com quatro árvores de cames à cabeça e ignição dupla, fazendo com que os 100 cv impusessem um som de respeito.
A lista de melhorias era longa, compreendia a carroçaria toda em aço, o pára-choques de aluminio, um maior e mais consistente pára-brisas curvo, bem como os piscas, o painel a combinar com a carroçaria e as jantes de 15 polegadas. O piso foi coberto por tapetes isolados e baixou 35 mm de modo a tornar o acesso ao Porsche mais fácil e mais confortável, uma protecção de sol acolchoada no painel de instrumentos, assim como o travão de mão situado à esquerda, sobre a chave de ignição. É nesta altura que é introduzido o característico conta-rotações ao centro.
À frente as barras de torsão tinham oito lâminas (anteriormente seis) e, no outro extremo, foram alongadas de 74 mm a 627 mm, afim de criar uma maior flexibilidade na suspensão.
A partir de Maio de1957, passaram a ser oferecidos o GS de Luxe (100 cv) na versão Coupé e Speedster e o Carrera GT, este último debitava 110 cv.Os pares de luzes traseiras circulares foram substituídas por um conjunto horizontal, em forma de gota, ao passo que a iluminação da matrícula foi reposicionada de cima para baixo. O vidro traseiro, que tinha sido aumentado, pela segunda vez desde 1952 no Cabriolet, foi curvado em forma esférica.
Para as duas versões descapotáveis a Porsche proponha um hardtop fácil de montar. (Foram fabricados 1300 conversíveis da versão 356A.)
Desaparecem da gama de entrada os dois 1300, seguidos pelo Speedster em 1958.
Era aclamado mais conforto para este modelo, e nesta condição, em Agosto desse ano, surge o 356 “Convertible D”, basicamente um Speedster com pára-brisas maior, janelas laterais em vidro e outras melhorias. O “D” significa "Drautz", o fabricante da carroçaria (as outras eram feitos por uma firma chamada Reutter).
Ao mesmo tempo, o desempenho do topo de gama do 356, o Carrera, que, com os seus 1588 cc era perfeitamente coerente com os seus irmãos mais urbanos vê a sua potência aumentada.
Existia a opção de escolher entre a GS de Luxe, prático para longas distâncias com os seus 105 cv ou, com mais dez cavalos, o GT, cuja grelha traseira é ladeada por seis faixas de cada lado melhorando a ventilação do compartimento do motor, como já foi apresentado pelo seu antecessor.
O GT ostentava um potêncial de corrida, tal foi reforçado pelas portas e capots em alumínio, tiras de couro para levantar ou baixar os vidros laterais, e supressão dos pára-choques. No entanto, o nível de ruído foi reduzido a um atrito de rolamento da cambota.

O Porsche 356A foi fabricado entre 1955 e 1959 e foi com este modelo que a Porsche atingiu, em 1956, a marca de 10.000 automóveis, abrindo caminho à sua evolução, em 1959; o Porsche 356B.

Porsche 356A Carrera Speedster

Modelo: Porsche 356A Carrera Speedster 1500GS, 1955
Fabricante: High Speed
Colecção Por
sche, Altaya

Uma miniatura muito bonita, que transmite toda a espectacularidade dos Speedsters da época.
Apenas tenho a apontar a falta de qualidade no interior, que peca pela simplicidade...

Um Pedido Vindo da América
O 356 Speedster nasceu a partir de um pedido do importador Max Hoffman, que introduzira o 356 no mercado americano, que pretendia comercializar nos EUA modelos Porsche acessíveis do ponto de vista económico.
A Porsche decide, para satisfazer este pedido, fabricar um modelo muito simplificado, baseado no 356 de 1500 cc.
Este modelo caracterizava-se por uma capota mais simples, perfil mais baixo, pára-brisa curvo e mais pequeno, em relação ao Cabriolet normal e equipamento reduzido ao essencial, o que lhe atribuía um carácter atraente e desportivo.
Em 1954 foram vendidos 200 exemplares nos EUA, enquanto que em 1955 as vendas subiram para 1700, o que prova o sucesso do modelo.
O Speedster de 1955 dispunha de um motor de 1448 cc e 55 cv que o empurravam até 160 km/h, fazendo deste modelo um sucesso na América e também na Europa.
Em 1955 é apresentado o 356A, uma versão evoluída do primeiro 356, com motores 1600, 1600S e o chamado Carrera (é nesta altura que surge o característico conta rotações ao centro). A Porsche optou por dividir a gama dos automóveis equipados com este potente motor em duas linhas de acabamento, a luxuosa GS e a desportiva GT, dotada de partes da carroçaria, como portas e o capot do motor, feitas de alumínio.
O Carrera Speedster de 1958 dispunha de motor de 1498 cc e 100 cv, que lhe permitiam chegar aos 200 km/h. Tal velocidade era assegurada por excelentes travões, que à velocidade de 100 km/h lhe permitiam travar em pouco mais de 4o metros, uma marca notável tendo em conta que outros carros precisavam de mais do dobro.
A produção total deste modelo terminou em 1959 e teve um total de 4144 unidades, hoje é um modelo muito procurado pelos amantes dos automóveis.

18.6.08

Porsche 550 RS

Modelo: Porsche 550 RS, 1953 IV Carrera Panamericana, Karl Kling
Fabricante: Brumm


Uma reprodução muito boa, com todos os decalques iguais ao modelo que retrata. Pena a Brumm não fabricar estas miniaturas com um pouco mais de qualidade...

O Sucesso do 550RS SPYDER
O Porsche 550 Spyder foi o primeiro modelo da marca de Ferdinand a ser desenhado prioritariamente para as corridas, provando que a receita de leveza, potência, simplicidade conceptual e resistência estava destinada a dar bastantes frutos.
A Porsche estava empenhada em construir a sua reputação, depois de já ter ganho várias corridas com o 356, inclusive em Le Mans, não dispondo de muito tempo para grandes pesquisas.
Desta forma optou-se por fabricar um automóvel baixo, de dois lugares, com chassis tubular, suspensão e motor do 356 (1500 cc e 75 cv), mesmo assim fazia este pequeno automóvel chegar aos 200 km/h. A posição do motor, para melhorar a distribuição de peso e estabilidade, era entre eixos, à frente do eixo traseiro. Dispunha de diferencial autoblocante e embraiagem com accionamento hidráulico, uma novidade na época. O novo modelo pesava 550 kg, mas o nome não se devia a este facto, mas sim por ser o 550º projecto Porsche.
Foi desenvolvido pelo engenheiro Wilhelm Hild, ficando prontas as duas primeiras unidades no segundo trimestre de 1953.
A primeira corrida em que participou, passados alguns dias da sua apresentação, aos comandos de Helm Glöckler, em Nurburgring, vencendo na categoria de 1500 cc, sob forte chuva.
A prova seguinte foi Le Mans, que fez alinhar dois carros; o 550-01 pilotado por Helm Glöckler/Hans Herrmann e o 550-02 por Richard von Frankenberg/Paul Frère. Foi acrescentada uma capota para melhorar o desempenho em altas velocidades. No final da corrida obteram uma dobradinha na sua categoria, com Frankenberg/Frère a terminar na frente de Glöckler/Herrmann.
O próximo desafio era no México, onde seria disputada a IV Carrera Panamericana. Em três anos esta corrida ganhou importância semelhante a provas como Targa Florio e Mille Migllia, isto deve-se ao facto das velocidades que se atingia e à variedade de condições (estradas ao lado da praia, montanha, rectas seguidas de curvas sinuosas, temperaturas muito variadas) ao longo da prova, o que tornava esta prova um duro teste de resistência, habilidade e coragem.
Em meados de 1953 os 550 passaram a dispor de um motor de 1498 cc com quatro comandos e 110 cv e estrutura monocoque, passando a ser designado por 550A.
Os chassis 01 e o2 foram vendidos a Jaroslav Juhan, um piloto/empresário, que fez dupla com Antonio Asturias Hall; o outro carro ficou nas mãos de Carlos Gonzales/José Herrarte, os quais levaram o 550-02 à vitoria na sua categoria. Os chassis mais novos (550-03) ficaram com Hans Herrman e (550-04) com Karl Kling.
No ano de 1953 um construtor americano, Fletcher Aviation, licenciado em motores Porsche, providenciou o transporte aéreo da equipa alemã, aqui na imagem Karl Kling e o seu 550RS #159.
Em 1954, Hans Herrman e Jaroslav Juhan terminaram em 3º e 4º lugares, mas o resultado ainda mais expressão porque os pequenos Porsches terminarm na frente de alguns carros mais potentes.
Este foi o último ano em que se realizou a Carrera Panamericana, devido aos graves acidentes nesta edição que levaram a organização a cancelar a prova.
Em homenagem a esta corrida que consagrou o 550, o nome Carrera passou a ser usado nos Porsches de maior desempenho.
Ainda em 1954 Johnny Claes/Pierre Stasse, na categoria de 1101 cc a 1500cc, e Zora Arkus Duntov/Gonzague Olivier, na categoria de 751 cc a 1100 cc, conseguiram vencer com o 550 nas 24h de Le Mans.
Em 1955 em Le Mans conseguiu quatro vitórias e as últimas vitorias deste modelo em nesta prova aconteceram em 1956 e 1957, já com evoluções denominadas RS 550A, respectivamente com Wolfgang von Trips/Richard von frankenberg e Ed Hugus/Carel Godin de Beaufort.
Ainda em 1956 obteve o seu maior truinfo, ao derrotar as potentes Ferrari, Maserati e Mercedes-Benz na Mille Miglia, graças à habilidade do piloto italiano Umberto Maglioli.
Apenas foram produzidas 90 unidades do Porsche 550, todos eles feitos à mão, entre 1953 e 1957, o que faz com este seja um carro muito procurado por coleccionadores.
  • À esquerrda o Porsche 550 de Hans Herrmann em Le Mans, 1953;
  • Ao centro os quatro 55o que competiram em Le Mans, 1954;
  • À direita Umberto Maglioli à partida para a vitoria absoluta na Targa Florio em 1956;

6.5.08

Porsche Diesel Junior

Modelo: Porsche-Diesel Junior 1956
Fabricante: Schuco
Esta é uma das preciosidades da colecção, raro em 1:43, só a Schuco faz e muito bem...
Possuiu excelentes detalhes, tais como o banco no guarda-lamas, os pedais dos travões e as alavancas da caixa de velocidades!

HISTORIA DO TRACTOR PORSCHE - Parte I "Porsche-Allgaier" - Parte II "Porsche-Diesel"
Em 1937, o Professor Ferdinand Porsche obteve a partir de Adolf Hitler, um contrato idêntico ao da Volkswagen (o carro do povo), no qual lhe pedia para desenvolver um tractor popular (Volksschlepper). A partir desse momento os engenheiros da Porsche começaram a trabalhar intensamente sobre o projecto.
A partir destes estudos, nasceu em 1938, um protótipo semelhante a um tractor equipado com um motor a gasolina de 2 cilindros em V refrigerado a ar e uma potência de 12 cv, type 110. O modelo seguinte, type 111, também estava equipado com o mesmo motor e uma caixa de velocidades de 3 relações.
Mais tarde, a partir de 1940 a 1941, nasceu o tractor type 112, equipado com um motor de 2 cilindros em V de 12 cv, em 1943 o tractor type 113, que tinha um motor de 2 cilindros em linha e 15 cv.
No Outono 1944, a Porsche mudou-se de Stuttgart para Gmünd (Áustria).
Em 1946, devido à escassez de mão-de-obra, era necessário incrementar a produção de máquinas e tractores para o sector agrícola.
Nos anos 1948/49, criou o primeiro tractor diesel, type 313, o qual dispunha de uma potência de 18 cv.

Porsche - Allgaier
Após terminar a guerra, Erwin Allgaier fabricante de ferramentas agrícolas e fabricante de peças de chapa, estava interessado no projecto de um tractor popular.
Após um acordo entre Allgaier e a Porsche em 1949, em fabricar o tractor Porsche type 313 e o AP 17 da Allgaier, estes dois tractores tinham uma potência de 18 cv.
Em 1950, os irmãos Allgaier construíram uma fábrica em Dornier, onde produziam o AP17 com a característica cor-de-laranja.
Em 1951, a Allgaier tinha vendido 5000 tractores type 17, em 1952 saiu da linha de produção um tractor com uma potência de 22 CV, o AP 22. Nos modelos AP 17 e AP 22 foi criada uma via estreita (79 cm) designadas de AP 17 S e AP 22 S.Em 1952/53, um novo canal de construção do motor passou a ser utilizado pela casa Porsche. Estes motores diesel, de 1 a 4 cilindros, (A 111, A 122, A 133, A 144) foram desenvolvidas pelo princípio da construção por partilha, (para que as partes essenciais construídas em cadeia, tais como pistão , camisa, haste, cabeça, etc ... fossem intercambiáveis).
O type A 111, que foi construído em três variantes, encontrou um grande número de compradores.
Em 1953 inicia-se a produção de motores refrigerados a água e as carroçarias de cor verde. A Allgaier atinge um recorde de exportação, atingiu um valor de 35%.
Em 1954, a Allgaier começou a exportação para o Brasil o modelo de via estreita, que era construído com base no type AP 17 S /AP 22 S, com um motor diesel., o type 312 Especialmente concebidos para plantações de café, tinha uma aparência aerodinâmica. O design diferenciado não tinha fins estéticos ou futurísticos, mas foi criado para não danificar os delicados pés de café.
Foram produzidos aproximadamente 300 exemplares para trabalhar nas plantações de café do Brasil. Entretanto os irmãos Allgaier estenderam-se por outros sectores industriais, o que fez com que o elevado número de vendas não permitisse controlar a produção de forma eficaz. Reconhecidamente, a Allgaier ofereceu um tecnologia moderna, mas as pressões da concorrência fizeram decidir o futuro do tractor agrícola Allgaier.
Após um estudo financeiro e análise de mercado, a empresa resolveu abandonar a construção de tractores e decidiu dedicar-se exclusivamente ao fabrico de peças de chapa e ferramentas para a construção da sua fábrica em Uhingen.
Assim o projecto, que tinha já vendido mais de 25000 unidades até 955, voltou para a Porsche decida a dar continuidade à produção de tractores.A Porsche cria uma firma denominada Porsche-Diesel-Motorenbau GmbH, iniciando a produção de novos modelos designados de Junior, Standard, Super e Master, de 14, 25, 38 e 50cv respectivamente.
A partir deste momento os tractores passam a ser desenvolvidos sob a designação de Porsche-Diesel.
(Continuação da historia Porsche-Diesel aqui.)

Outros modelos em:
porsche-diesel.com
konedata.net
porschediesel.de

3.5.08

Porsche 597


Modelo: Porsche 597 "Jagdwagen" 1954
Fabricante: Minichamps, 1 de 3024pcs.

Comentários à miniatura não vale a pena fazer; é Minichamps, isto basta.

O Primeiro TT da Porsche
Mesmo em alemão é espectacular vislumbrar este vídeo, que nos delícia com pormenores excelentes, todos eles presentes na miniatura.




Este projecto derivava de um concurso aberto pelo exército da República Federal da Alemanha para equipar o seu parque de viaturas uma espécie de "Jeep" versátil e com características modernas.
Tal como o famoso Kubelwagen, o 597 derivava do Carocha, o seu motor era um quatro cilindros Porsche, com um carburador, que debitava cerca de 60 cavalos de potência, tendo 2,8 km/h de velocidade mínima e 108 km/h de máxima. A cilindrada inicialmente era de 1488 cc, foi no final de 1955 aumentada para 1582.
A transmissão parte do motor colocado sobre as rodas posteriores e caracterizava-se por diferencial dianteiro que podia ser desengatado quando a tracção integral não fosse necessária, o permitia poupar combustível e melhor desempenho em estrada. Outro trunfo era o facto da carroçaria ser completamente estanque, o permitia por o veículo a flutuar.
Este modelo teve uma vida muito curta, uma vez que se destinava ao exército, da Alemanha Ocidental, o qual preferiu as condições de encomenda apresentados pela DKW.
O exército escolheu o DKW "Munga" alegando maior simplicidade e robustez, embora a verdadeira motivação fosse essencialmente politica. Os políticos sofriam pressões para incentivar esta marca que atravessava uma crise de produção e ameaçava a sobrevivência da própria empresa.
Restava colocar este todo-o-terreno à venda no mercado civil, que não era favorável, nesta altura, a este tipo de veículos.
Tudo isto fez com que, inevitavelmente, o 597 tivesse uma carreira muito curta, tendo sido construídas apenas 71 unidades e cessando a sua produção em 1958.