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23.12.08

Alpine Renault A110


Modelo: Alpine Renault A110, Rally de Portugal, Jean-Luc Thérier - Jacques Jaubert, 1973
Fabricante: IXO
Colecção Rally Car, Altaya

Um dos automóveis mais bonitos que já participou nos rallyes e a miniatura acompanha essa beleza. Como sempre boa qualidade no exterior e de qualidade mais fraca no interior, nota positiva para as jantes e faróis suplementares à frente, por outro lado as notas negativas vão para os limpa pára-brisas e o interior.

Alpine Renault
A Alpine foi fundada por Jean Rédelé, filho de um concessionário da Renault e que fez algumas provas importantes com um Renault 4CV, como o Monte Carlo, a Mille Miglia, o Coupe des Alpes e as famosas 24 Horas de Le Mans (1950).
Em 1954, fundou a Société Anonyme des Automobiles Alpine - Na verdade o nome Alpine, vinha de uma vitória na prova de Rallye - Coupe des Alpes. Esta empresa tinha como finalidade preparar carros para a competição utilizando motores Renault, utilizando um chassis de coluna, motor atras e carroçaria de fibra.
O primeiro trabalho a sair da oficina da Alpine, em 1955, foi o Alpine 106, a partir de um Renault 4cv. O desenho inicial do Alpine foi do criador de vários carros, tais como os Triumphs - Giovanni Michelotti com carroçaria de alumínio da empresa Carrozzeria Allemano, depois, redesenhado. A inovação estava no chassis tubular.
Seguiram-se o A108 em 1958 e em 1962 o Alpine A 110, que foi apresentado no Salão de Paris. Este modelo foi o mais famoso de todos os Alpine, era baseado no Renault R8 Gordini, com 956 cc e 51 cv. Em 1964, o motor passou a ser de 1108 cc, com 66 cv e foi comercializado até 1969 (em 1965 já havia um motor de 1296 cc e 85 cv, com um carburador de corpo duplo).
Na verdade houve um acordo entre a Alpine e a Renault e os motores eram preparados por Amédée Gordini, com apoio financeiro da Renault, para as provas oficiais de Rallye.
Em Junho de 1965 surge um motor com maior cilindrada (1296 cc e 115 cv, substituindo de 1108 cc), passando a designar-se por modelo 1300. Distinguia-se pelas entradas de ar, debaixo dos faróis dianteiros - além disso, este modelo pesava menos do que as versões anteriores (700 kg.). A relação peso-potência deste modelo fez render inúmeros triunfos.
Este modelo é substituído dois anos depois, pelo 1255 Gordini, que tinha mais 5 cv, denominando-se Alpine A110 1300 G. A Renault lança o R16 e a Alpine muda o motor, para 1470 cc do R16 (em 1970 este motor alcançava os 125 cv, com 2 carburadores Weber 45 de corpo duplo).Em 1973 surgiu o motor 1605 do R17 TS, com 126 cv, denominado de A110 1600S. No mesmo ando de 1973 passa a ser utilizado o motor de 1796 cc, o qual debitava 175 cv. Em 1974 surge o A110 1600S SI com uma potencia de 127 cv e 1600 cc. Em 1976 passa a ser equipado com o motor do R16 dispondo de 1647 cc e 93 cv, designando-de de A10 1600S SX.
Em 1971, apresentou-se o modelo A 310, no Salão de Genebra, que alcançou em pista a velocidade de 210 km/h.
Foram fabricados entre 1955-61 251 unidades do A106, entre 1960-62 236 unidades do A108 e entre 1963-76 8.139 unidades do A110.O Alpine A110 entrou no mundo da competição em 1970, vencendo em San Remo e Acrópole (Jean-Luc Thérier) e Córsega (Darniche).
Em 1971 venceu por 8 vezes; Monte Carlo, San Remo, Áustria, e Acrópole (Anderson), Alpes (Darniche) e Genebra, Portugal e Lyon-Charbonnières (Nicolas).
Em 1972 venceu na Corsega (Andreut) e em 1973 triunfou em Monte Carlo (Andreut), Portugal, Acrópole e San Remo (
Jean-Luc Thérier), Marrocos (Darniche) e Córsega (Nicolas).
Com tudo isso, o Alpine A110 obteve a vitoria no primeiro Campeonato do Mundo que se realizou no ano de 1973 e se ja existisse o Campeonato de Pilotos Jean-Luc Thérier teria sido o vencedor.

26.11.08

Datsun 240Z

Modelo: Datsun 240Z, Rally Safari, Herrmann - Schulle, 1971
Fabricante: IXO
Colecção Rally Car, Altaya

Esta miniatura é uma peça muito interessante, alias todas as miniaturas do Rally Safari são interessantes... Neste caso a qualidade geral é bastante boa, como pontos negativos apenas o interior e a falta das palas nas rodas traseiras, mas isso é habitual na Altaya.

Raça Nipónica
A Datsun foi uma marca japonesa que, mais tarde, acabou por pertencer à Nissan. Iniciou-se na competição com modelos como os 510, Violet 160J, mas o modelo que demonstrou ser capaz de vencer, principalmente nos rallies mais duros, foi o 240Z.
O Datsun 240Z foi criado com o intuito de vender somente no mercado Norte Americano e como tal a sua construção foi baseada nos gostos americanos. Demonstrava melhores performances do que o Corvette e do que o Porsche 914.
Este modelo foi criado em 1969 e caracterizava-se por ser um coupé, com 2400 cc, seis cilindros , 151 cv, caixa de quatro velocidades e tracção traseira. O "Z" foi um dos primeiros sucessos de carros desportivos vindos do Japão e que se criou uma categoria de Sports/GT nos EUA, intrometendo-se entre os Muscle Cars e Pony Cars.
240Z - Rally Safari
O ano de 1970 foi o primeiro em que o Rally Safari pontuou para o Campeonato Internacional de Marcas, mas as suas características eram mais semelhantes a um raid do que um rally, traduzindo, por vezes, os resultados em surpresas.
Esta prova de resistência para os pilotos e máquinas, atravessa as extremas condições climatéricas do Quénia, Uganda e Tanzânia. Tanto a chuva como calor são traiçoeiros, visto que tornam o traçado muito difícil de ultrapassar, com muita lama quando chove e extensas nuvens de pó quando está muito calor.
Em 1970 inscreveram-se 91 carros e terminaram apenas 19, o que demonstra a dureza deste Rally. Neste ano Edgar Herrmann venceu o seu primeiro Safari ao volante de um Datsun 160 SSS e em segundo terminou o seu colega Joginder com um carro idêntico.Na 19ª edição do Safari, em 1971 o Datsun 240Z venceu o Rally, a sua classe, venceu também a sua equipa e o fabricante, ano em que se inscreveram 107 carros e somente 32 acabaram. Isto demonstra que este automóvel era competitivo de com elevada resistência.
Nesta edição o primeiro a liderar foi o finlandês Rauno Aaltonen (Datsun 240Z), mas partiu a suspensão, passando a liderar o sueco Bjorn Waldegaard, com um Porsche. A meio da prova Herrmann, que partiu da 90ª posição, já ocupava a terceira posição, apenas Zasada (Porsche) o separava de Bjorn Waldegaard. Um incidente entre os dois Porsche - Waldegaard pediu via rádio a Zasada que o deixasse passar, mas este tinha o rádio desligado - fez avançar Herrmann para a primeira posição, seguido pelo seu colega Mehta (Datsun 240Z). Depois de Herrmann sofrer dois acidentes, o queniano Mehta tinha a vitória praticamente nas mãos, mas ficou atolado num lamaçal cerca de 20 min à espera de uma grua para o retirar, porem Herrmann também ficou preso nesse mesmo local, mas foi rapidamente rebocado.
Edgar Herrmann terminou à frente do seu colega de equipa Mehta por apenas três pontos e três minutos de vantagem, numa edição polémica e com inúmeros incidentes. O queniano Mehta, que ficou furioso depois do sucedido, acusou Herrmann de tratamento preferencial e de passar por uma especial sem penalizar, após ter sido sancionado por um comissario e perdoado pelo presidente do Uganda, Idi Amin.
Em 1972 inscreveram-se 86 carros, sendo 40 Datsun, terminando em 5º Herrmann, 6º Rauno Aaltonen e em 10º Shekhar Mehtaem.


9.9.08

Talbot Sunbeam Lotus

Modelo: Talbot Sunbeam Lotus, Rally do Brasil, G. Franquelin - J. Todt, 1981
Fabricante: IXO
Colecção Rally Car, Altaya

Esta miniatura representa um automóvel que, até a ter adquirido, desconhecia a sua participação e palmarés nos Rallys.
Prima pelos bons decalques e de destacar os faróis dianteiros, bela miniatura...

Um Pequeno Sucesso
No final dos anos 70, a Sunbeam pertencia à Chrysler-Europa, que pretendia afirmar a marca. Para tal desenvolveu o Chrysler-Simca Sunbeam Lotus, que mais tarde se passou a chamar Talbot Sunbeam Lotus por imperativos do grupo PSA que passou a designar a Chrysler-Europa de Talbot.
Foi lançado em Março de 1979 no Salão de Genebra, mas só foram entregues as primeiras unidades em Agosto desse ano.
Esta pequena berlina dispunha de motor Lotus (originário do Lotus Elite 501, esse motor teve a designação de 911), de 2200 cc twin-cam de 4 cilindros, com 150 cv às 5.500rpm.O carro homologado para rallye dispunha de um motor de 2.172 cc em linha - 4 cilindros, com compressão de 11:1 (a versão de estrada tinha um atxa de compressão de 9.4:1), 16 válvulas DOHC, 2 carburadores Dellorto 48mm e desenvolvia 234 cv, permitindo atingir os 100 km/h em 5 segundos.
O Talbot Sunbeam Lotus fez sucesso em 1980, no Lombard-RAC Rally, quebrando anos de domínio da Ford inglesa, primeiramente com o Cortina e depois com a série Escort. Os planos da Sunbeam para rallyes não passava de 1981, surgindo, assim na França o memorável Renault 5 Turbo.
A carreira internacional de rallye do Talbot Sunbeam Lotus, foi desenvolvida entre 1979 a 1982, ganhando o World Championship em 1981. Em 1980, quando ganhou o duro rallye Lombard-RAC, com Henri Toivonen, já havia uma certeza que aquele carro de 4 cilindros tinha bastantes capacidades (nesta prova inglesa, o Talbot Sunbeam-Lotus ficou em 1, 3 e 4 lugar - foi o último carro sem tracção às 4 rodas, que ganhara o RAC na sua classe - Grupo 2).
O Talbot Sunbeam-Lotus conseguiu no Rallye do Brasil de 1981, o segundo lugar, pilotado por Guy Frequelin e Jean Todt como navegador (miniatura que retrata).
Oficialmente foram construídos 2.298 carros, que com as versões de competição somam um total de 2.308 unidades.
Espectacular vídeo, a não perder: