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8.1.09

Lamborghini Islero

Modelo: Lamborghini Islero, 1968
Fabricante: Minnichamps
Soberbo Lamborghini, que a Minichamps recriou muito bem fazendo sobressair o que de melhor este automóvel possui; as jantes ao estilo Miura, as ponteiras de escape, os pára-choques e o volante.

Um touro chamado Islero
O Lamborghini Islero foi apresentado no salão de Genebra de 1968 ao lado do Espada e do Miura S e era uma evolução natural do 400 GT, que por sua vez evoluiu a partir do 350 GT. Surgiu dois anos depois do 400 GT e do Miura, o que mostrava uma intenção por parte da marca do Touro de lançar novos e ousados modelos.
O nome Islero, assim como outros, era de um touro do rancho Miura, em Espanha, que havia matado o toureiro espanhol Manuel Rodriguez em 1947.
Era um coupé 2+2 semelhante ao 400 GT, com a frente longa, traseira curta e carroçaria baixa, embora fosse um nitido três volumes. O design ficou a cargo da Lamborghini e da Carrozzeria Marazzi e traçaram para este modelo linhas mais rectas e inovadoras para os carros da época, o que só por si fazia com fosse melhor sucedido do que o 400 GT. Os seus faróis eram escamoteáveis, uma linha cromada a simular de pára-choques e uma entrada de ar no capot eram as características marcantes da frente, por sua vez na traseira os faróis eram rectangulares, o pára-choques ficava acima destes e duas ponteiras de escape de cada lado. Tudo isto formava um belo conjunto com 4,54 m de comprimento e 2,65 m de entreeixos.Debaixo do capot estava o V12 de 3969 cc do 400 GT, que por sua vez debitava 325 cv às 7000 rpm devido ao aumento da taxa de compressão. A caixa de velocidades era manual de cinco velocidades sincronizadas, o chassis também era o mesmo do 400 GT (tubular), assim como a suspensão, que era de braços sobrepostos com molas helicoidais e travões de disco Girling.
Todas estas semelhanças com o 400 GT resultaram num peso final superior, ou seja, 1325 kg contra os 1250 kg do seu predecessor. Mesmo assim atingia boas prestações; 250 km/h de velocidade máxima e 6,4 s dos 0 aos 96 km/h.O interior seguia os traços rectilíneos do exterior e apenas os instrumentos redondos contrastavam com tal design.
Haviam sido produzidas 125 unidades, quando a Lomborghini introduziu o Islero S, que dispunha de melhorias estéticas, mecânicas e de acabamentos. Este dispunha dos comandos de válvulas do Miura S e dispunha de 350 cv às 7500 rpm, que o impulsionava até aos 260 km/h e acelerava de 0 a 96 km/h em 6,2 s. A grelha frontal foi redesenhada e passou a contar com faróis de nevoeiro, surgiam entradas de ar nos guarda-lamas dianteiros. No interior, o painel foi redesenhado afim de se tornar mais agradável e melhorar a qualidade e os encostos dos bancos tornaram-se maiores, novidade era também o desenbaciador eléctrico no vidro traseiro.
A produção deste modelo durou até 1970, ano em que foi substituído pelo Jarama, um automóvel de linhas mais arrojadas.
No total foram produzidos 225 unidades do Islero, que serviu de inspiração à Ferrari para criar o 365 GT4 2+2, que era semelhante no conceito e no estilo, mas que teve uma vida mais longa (de 1972 a 1989).

5.11.08

Lamborghini 400 GT

Modelo: Lamborghini 400 GT 2+2, 1966
Fabricante: Minichamps
Soberba miniatura em todos os detalhes, ou não fosse fabricada pela Minichamps... De destacar o volante, as ponteiras de escape e as jantes.

A resposta de Ferruccio Lamborghini a Enzo Ferrari
Segundo reza a história, Ferrucio Lamborghini decidiu-se a fabricar carros desportivos depois depois de passar por um episódio desagradável com Enzo Ferrari. (ver post)
Ferruccio Lamborghini pretendia criar um carro desportivo de luxo, capaz de atingir os 240 km/h, surge no salão de Turim de 1963 o primeiro protótipo; o 350 GTV (Gran Turismo Veloce). Este primeiro protótipo não foi muito convincente devido às suas linhas bastante angulosas na traseira e mais suaves à frente.
A Lamborghini dispunha de uma equipa formada por Giampaolo Dallara, Paolo Stanzani, Bob Wallace e mais tarde Giotto Bizarrini, recém saído da Ferrari projectou um V12 de 3500 cc e 360 cv às 8000 rpm, similar ao do Ferrari 250, para o Lamborghini 350 GTV.
No salão de Genebra de 1964 é apresentada a versão final do primeiro Lamborghini, designado de 350 GT. Perdeu os faróis escamoteáveis, passando a ser fixos e com forma oval, assim como a distância de entreeixos foi aumentada em 10 cm. Utilizou a patenteada construção do tipo SuperLeggera, no qual o chassis era tubular de aço e apesar do seu grande motor e comprimento (4,64 m) conseguiu um peso de 1050 kg.O motor, devido a problemas de espaço, passou dos carburadores verticais para horizontais e os seus 3464 cc passaram a debitar 280 cv às 6000 rpm, esta diminuição de cavalos foi ordenado por Ferrucio Lamborghini, afim de permitir ganhar mais força a baixas rotações e obter mais durabilidade.
De qualquer forma permitia-lhe acelerar dos 0 aos 100 km/h em 6,8 s e atingir os 250 km/h, sendo estes muito respeitaveis para a época e que lhe permitiram ouvir criticas bastante favoraveis por parte da imprensa. Que chegou mesmo a considerá-lo melhor que os Ferraris da altura, isto porque travava e acelerava como os Ferraris e dispunha de um excelente conforto.
O seu interior oferecia bancos revestidos em couro, volante Nardi (aro de madeira e três raios de alumínio) e painel completo com sete instrumentos.
Foram produzidas 135 unidades do 350 GT e em 1965 3 unidades da versão descapotável; o Lamborghini 350 GTS.Em 1966, no salão de Genebra foi apresentado o 400 GT, com o motor ampliado para 3929 cc e uma potência de 320 cv às 6000 rpm. Os faróis passaram a ser quatro circulares, pequenas alterações nos pára-choques, passou a ser 65 mm mais alto para oferecer mais dois lugares, passando a designar-se de 400 GT 2+2. Oferecia mais espaço para a cabeça nos lugares dianteiros, a bagageira aumentou e o vidro traseiro diminuiu, contudo a distancia entreeixos manteve-se.
A caixa de velocidades e diferencial eram agora fabricados pela Lamborghini, permitindo troca de relaçoes mais suaves e silenciosas do que com a antiga caixa ZF.
O peso aumentou para 1250 kg, mas a aceleração permaneceu igual à do 350 GT e a velocidade máxima passou a ser de 270 km/h.
Comparativamente com os adversários da época era bastante competitivo, tanto em aceleração, travagem, conforto e até mesmo no ruído que se fazia sentir no interior, que era de extrema qualidade.
O Lamborghini 400 GT 2+2 desapareceu do mercado em 1967 e contou com cerca de 250 unidades fabricadas.Foi desta forma que um desentendimento fez nascer os primeiros automóveis de uma marca bastante prestigiada como a Lamborghini.

19.6.08

Lamborghini Urraco

Modelo: Lamborghini Urraco, 1972
Fabricante: IXO
Colecção Dream Cars, Altaya

Espectacular miniatura, bons pormenores à medida das suas linhas bastante agressivas, apesar de não ser um automóvel muito atraente... O interior possuiu excelentes detalhes ao nivel dos mostradores, no exterior o destaque vai para a cor e pintura que podia deixar de ser mais apropriada.

Uma Ambição Fracassada
O Lamborghini Urraco nasceu com a intenção de ser um desportivo com aspirações a grandes volumes de vendas. Este projecto nasceu num periodo de muitas dificuldades, principalmente devido ao facto de ser lançado em plena crise petrolífera.
Este modelo visava combater os sucessos da Porsche com o 911, da Ferrari com o Dino e da Maserati com o Merak.
Em 1972 é lançado o terceiro Lamborghini com a assinatura da Bertone, um automóvel inovador, devido ao facto de ser um desportivo com a configuração de 2 + 2 lugares e motor central.
Apesar de ser desenvolvido como desportivo, pretendia-se que não fosse demasiado exclusivo, afim de atingir um elevado número de vendas.
O motor era um 2463 cc posicionado à frente do eixo traseiro (extremamente compacto; 70 cm e 170 kg), o que permitia que a caixa de velocidades se posicionasse por baixo deste bloco. Possuía uma arvore de cames por cada linha de cilindros e debitava 220 cv às 7500 rpm, a caixa era de 5 velocidades e as suspensões do tipo McPherson, isto permitia que atingisse os 230 km/h de velocidade máxima.
A configuração do bloco do motor e da caixa permitiam obter espaço suficiente para os ocupantes traseiros, mesmo que não fosse confortável para dois adultos, o que na altura era comum entre os desportivos de quatro lugares.

O desenho do chassis e carroçaria partiram do zero e ficaram ao cargo da Bertone e do seu chefe de Departamento de Estilo, Marcello Gandini, que havia desenhado anteriormente o Miura e o Marzal (um automóvel futurista de quatro lugares e motor central).
O interior era típico dos desportivos da altura, bancos em couro preto, painel de instrumentos austero e ao estilo Lamborghini; preto e acabamentos em alumínio, com 8 mostradores em frente ao condutor, sendo os maiores o da velocidade e do regime do motor. Apesar desta simplicidade já dispunha de vidros eléctricos e ar-condicionado, sendo o único extra era o rádio AM/FM montado em frente ao passageiro.

Em 1975 foi apresentada uma versão com 1994 cc e 182 cv(P200) e que por isso diminuía a qualidade das prestações. Estiveram em produção os dois modelos (P200 e p250) durante um ano. Este retrocesso deveu-se à crise petrolífera, que penalizava os excessos de consumo.
No ano de 1976 começa a ser produzido o P300, que elevava a cilindrada para os 2995 cc e a potência para os 265 cv, permitindo atingir os 250 km/h e comprir os 0-100 km/h em apenas 5,5 s.
Foi apresentado em 1970 no Salão de Turim e iniciou a sua produção em 1972, mas as primeiras unidades só foram entregues aos proprietários em 1973 devido a problemas financeiros da empresa e uma situação social complicada em Itália. Estas razões levaram Ferruccio Lamborghini a encarar a sua saída da empresa.
Devido aos graves problemas, na altura da crise energética e às exigências de segurança com vista à homologação no mercado veio juntar-se um movimento social que levou ao cancelamento de mais de cinco mil encomendas de tractores já fabricados, o que levou a avultados prejuízos e graves problemas económicos.
Em 1972 Lamborghini decidiu vender a sua empresa de tractores à SAME e ceder 51% das acções do sector automóvel a Georges-Henri Rossetti, o segundo proprietário da firma.
Mais tarde afastou-se completamente, vendendo os restantes 49% a René Leimer, um amigo.
Desde então, a situação foi piorando cada vez mais até chegar à sua falência nos anos 80, uma vez que os proprietários eram apenas investidores que estavam interessados nos aspectos económicos. (cont. num prox. post)
Entre 1972 e 1979, produziram-se apenas 791 Urraco, com todas as versões incluídas: o P250, o P111 (versão destinada ao mercado norte-americano), o P200, o P300 e o protótipo "Bob" de competição. Estes números ficaram bastante abaixo daquilo que a Lamborghini previa produzir num ano, mas as qualidades deste modelo garantiu o seu espaço entre os desportivos com sofisticada engenharia dos anos 70.

2.4.08

Lamborghini DL30C


Modelo: Lamborghini DL30C 1957
Fabricante: Universal Hobbies


Particularmente interessante este Lambo sem volante, os ínfimos pormenores estão lá todos, inclusive as lagartas muito bem detalhadas, assim como o gancho, as alavancas e o lettering támbem tem boa qualidade... excelente Lamborghini!


O Inicio de um Sucesso Sob o Signo do Touro
Ferruccio Lamborghini, o protagonista de uma vida feita de coragem, determinação e bom senso, primogénito de cinco irmãos, filhos de Antonio Lamborghini, proprietário agrícola na povoação de Renazzo, a norte da região de Bolonha (Itália), nasce em Cento, a 25 de Abril de 1916, predestinado a passar à posteridade para o grupo dos Homens com “H Grande” no sector de tractores agrícolas e automóveis desportivos de luxo.

Depois de aprender a arte de trabalhar a terra e a maneira esforçada como na época as tarefas físicas exigiam, pela ajuda que cedo começou a dar a seu pai nas tarefas agrícolas do dia-a-dia (apesar da propriedade da família já ter um tractor…), com a tenra idade de 14 anos decidiu ir à procura de emprego no ofício para onde mais pendia a sua inclinação profissional. E assim foi parar a Bolonha, onde arranjou colocação como aprendiz de mecânico na Casa Righi.

Como corolário da sua formação prática em mecânica, o autodidacta beneficiou ainda do tempo em que trabalhou em motorizações de veículos bélicos, quando no ano de 1944, na condição de prisioneiro das forças militarizadas britânicas, foi obrigado a trabalhar na qualidade de mecânico, conseguindo por fim acumular e atingir uma base preciosa de conhecimentos para o futuro destino industrial, recheado de sucessos, que o esperava.
Com base na experiência adquirida, no ano de 1949 nasce o primeiro tractor genuinamente agrícola da autoria de Ferruccio Lamborghini: equipava com motor Morris da série 6C, de 40 cv, já com elevador hidráulico e outros requisitos de vanguarda para a época. O modelo, bem sucedido, representa o marco da passagem da fase artesanal para a industrial. Confiante no empreendimento, com a ajuda financeira do pai o construtor compra 1.000 motores à Morris. Depois de esgotado o stock dos mil motores comprados e com o modelo do tractor desenvolvido, Lamborghini começa a montar motorizações de 20 a 50 cv MWM-Benz e, inicia a construção e montagem em série de caixas sincronizadas de 4 a 12 velocidades.
Com uma boa gestão empresarial aliada à qualidade reconhecida dos seus tractores nos principais mercados, os consequentes avultados lucros levaram o construtor italiano a diversificar os investimentos, a partir de uma segunda fábrica, que fundou, dedicada à produção de ar condicionado e de equipamentos para aquecimento central. Nascido sob o signo de Zodíaco (de onde adopta, por símbolo das suas marcas, o Touro), Ferruccio Lamborghini, já condecorado Cavaliere del Lavoro pelo Presidente da República de Itália, começa a aproximar-se, em fortuna pessoal, aos homens mais ricos do país.

Entretanto, embora dispersando-se por outras actividades industriais, concentrando prioritariamente os seus interesses no negócio dos seus tractores agrícolas, em 1954 o fabricante italiano alarga a sua gama de ofertas com os primeiros tractores de lagartas da marca, de início equipados com motores MWM-Benz, para em séries posteriores passarem a montar já com motorizações próprias Lamborghini (1958). Os primeiros motores de concepção e fabrico Lamborghini desta época motorizaram também os pequenos modelos de tractores de 22 cv, de 2 cilindros, conhecidos por “Lamborgninetta”, que no fim dos anos 50 surgiram no mercado para concorrer com os tractores da mesma classe: os “Piccola” da Fiat, os “Landinetta” da Landini e os “Sametto” da Same.

Na continuação da pesquisa e desenvolvimento, como sempre orientou a gestão das suas empresas, Ferruccio Lamborghini introduz, em 1962, a versão da dupla tracção na sua gama de tractores, o que, acompanhando em evolução os seus concorrentes mais próximos, também contribuiu para aumentar a sua já ampla quota de exportação, ao mesmo tempo que lhe permitiu situar-se no mercado doméstico na quarta posição de vendas, depois da Fiat, da Same e da OM.
Desde sempre apaixonado por automóveis, tendo começado a sua vida por alterar viaturas com aplicações “tuning” e chegado a construir, a partir de um Fiat “Topolino”, um carro veloz com o qual concorreu na prova “Mille Miglia” (1948); logo que começou a ter dinheiro de sobra passou a deslocar-se em desportivos de luxo, reunindo na sua garagem Mercedes, Jaguar, Ferrari, entre outros... Para além do empenho que desde sempre dedicou ao sector de veículos agrícolas, a paixão por automóveis levou Ferruccio a construir, com o mesmo nome da marca dos seus tractores, o automóvel que se celebrizou com a designação de “Miura, símbolo dos touros do mais conceituado criador de gado bravo espanhol Eduardo Miura (1917), lançando no mercado do sector de automóveis de luxo o primeiro Lamborghini, modelo “GTV 350” (apresentado no Salão de Turim de 1963).

Por mais bizarro que possa parecer, da biografia consultada sobre o autor do carro de luxo consta que o aparecimento do bólide Lamborghini se ficou a dever a um problema mecânico que o Ferrari de Ferruccio teve, relacionado com um mau funcionamento da sua embraiagem, uma avaria crónica que, reclamada pessoalmente ao engenheiro Enzo Ferrari na sua fábrica de Maranello, para grande surpresa e contestação do reclamante não foi aceite, tendo tido como resposta: “Você não percebe nada de carros, o melhor que tem a fazer é passar a deslocar-se em tractor…”. E, depois da avaria técnica do Ferrari ter sido solucionada por Ferruccio através da adaptação de uma embraiagem Borg & Beck que montava nos seus tractores, e o problema ter ficado final e definitivamente resolvido, o construtor italiano de tractores resolveu transformar mais um dos seus sonhos em realidade.


Ferrucio Lamborghini vs Enzo Ferrari


Ferruccio Lamborghini, que já havia mostrado interesse em fabricar um carro veloz desportivo com o seu nome, decidiu uma vez mais diversificar e ampliar o negócio do seu Grupo empresarial, e pondo mãos à obra, por ironia do destino mandou construir uma fábrica moderna e totalmente apetrechada para o efeito, em Sant’Agata, curiosamente situada a poucos quilómetros da fábrica Ferrari de Modena…, onde daí viria a ser lançado no mercado (1966), com desenho de Bertone, o famoso “Miura”, provavelmente o melhor dos GT (Grande Turismo) daquele tempo, que se tem mantido como tal até aos dias de hoje.
Entretanto, em plena crise generalizada no mercado mundial de tractores, o fabricante italiano recebe um rude golpe quando 5.000 dos seus tractores, prontos para embarcar para a Bolívia, ficaram retidos na alfândega, e depois retornados à fábrica, por impedimento motivado pela súbita morte, por acidente em helicóptero, do então Presidente da República desse país. E a revolução local que em seguida teve lugar, deu origem à anulação da encomenda firmada, o que representou um prejuízo incalculável, que foi posteriormente minimizado pela ajuda preciosa que recebeu do seu amigo Gianni Agnelli.

Em 1970, desmotivado com o atrás sucedido, numa altura onde em Itália as greves de trabalho e as conflitualidades sindicais eram uma constante, Ferruccio Lamborghini resolve descansar e viver dos muitos e avultados rendimentos de que já usufruía, vendendo o projecto automóvel a um Grupo suíço e os tractores, ao fabricante da Same. Os tractores Lamborghini e o que demais fazia parte do seu fabrico, foram comprados nesse ano por Francesco Cassani, pouco antes da morte deste último, com tudo a contribuir, por esta nova forma, para que o bom nome Lamborghini continuasse a perdurar no mundo das máquina agrícolas e dos automóveis de grande luxo.
Por esta altura Ferruccio nomeia Tonino, seu filho único do primeiro casamento, como gestor das suas restantes empresas, o qual, saindo ao pai se dedicou à multiplicação da herança recebida através do fabrico e comercialização de roupas com design Lamborghini, através de uma cadeia de lojas de luxo no Japão.
E voltando às suas origens ligadas à terra, Ferruccio compra uma propriedade que confina com o lago Trasimone, onde num enquadramento paisagístico paradisíaco constrói uma vivenda, que dá o nome à propriedade — La Fiorita —, a condizer em grandeza e bom gosto com o ambiente envolvente, constituído por uma plantação de vinha a perder de vista, implantada a conselho e por orientação dos melhores peritos em vitivinicultura. O vinho produzido, lançado no mercado mundial através da Feira de Verona, com garrafas expostas por cima de automóveis Lamborghini, acompanhado por manequins italianas semi-vestidas com super mini-saias e decotes arrojados até ao umbigo, a darem a provar aos visitantes um vinho cunhado como sendo “o generoso sangue dos Miura” foi um sucesso absoluto. A produção desse ano e de anos seguintes, em média a rondar as 800 mil garrafas, foi praticamente toda vendida para exportação e a um preço que só não assusta os muitos compradores de carros da classe dos Lamborghini.

Outros modelos em:
http://www.konedata.net/Traktorit/lamborghini.htm
http://www.samedeutz-fahr.com/lamborghini/